Ocorreu ontem, terça-feira (02) 19h, a reunião com o Secretário-Chefe da Casa Civil e demais autoridades, onde foram debatidas as demandas atinentes aos militares estaduais e principalmente no que tange ao IPE Saúde.
Participaram da reunião as seguintes autoridades e entidades de classe:
GOVERNO
Secretário-chefe da Casa Civil: Artur Lemos
Secretária de Planejamento, Governança e Gestão: Danielle Calazans
Secretário de Segurança Pública: Sandro Caron
Secretário Adjunto da Segurança Pública: Coronel Mario Ikeda
Diretor Presidente do IPE Saúde: Bruno Jatene
Comandante Geral da Brigada Militar: Cel Claudio Feoli
Sub Comandante-Geral: Cel Douglas Soares
Comandante-Geral CBMRS: Cel Eduardo Estêvan
ENTIDADES
ABAMF: Presidente Potiguara Galvan
ABERGS: Coordenador-geral TC Ederson Franco e vice Ubirajara Ramos
AOFERGS: Presidente Paulo Ricardo e Vice Roberto Larrossa
ASOFBM: Presidente Cel Marcos Paulo Beck e vice Ten Cel Roger Nardys
ASPRA-RS: Presidente Tiago Rommel
ASSTBM: Presidente Aparício Santellano e Diretor Ricardo Agra
Inicialmente foi explanado pelo Ten Cel Roger, a proposta realizada em comum acordo pelas entidades que tem como base a criação e gestão de um sistema de saúde próprio dos militares estaduais, aos moldes e simetria das Forças Armadas, sistema esse gerido pela instituição, onde em levantamento realizado pelo diretor político da ASSTBM, Ricardo Agra, somente servidores ativos e inativos da Brigada Militar somam mais de 40 mil e mais cerca de 13 mil pensionistas, com uma arrecadação média de 20 milhões mês, isso com alíquota de 3.1%, valor que seria maior com alíquota de 3.5%, o que garantiria a manutenção do sistema próprio.
O presidente da ASPRA-RS dentre sua fala, ressaltou o descontentamento geral dos militares estaduais, principalmente do público que já se encontra na inatividade, estes que serão os mais afetados caso passe pela assembleia o projeto.
Resumo da reunião - Respostas e posição do governo:
PROPOSTA SISTEMA DE SAÚDE PRÓPRIO - Contrário, pois afirma que a Constituição Estadual determina ao estado a prestação desse serviço de forma universal, que o apartamento atendendo interesse de categorias só agravaria a crise.
PROMOÇÕES DA BRIGADA MILITAR - Que ao contrário do que é afirmado, que não estão ocorrendo por questões financeiras, não condiz com a realidade, que não estão ocorrendo por imposição legal do regime de recuperação fiscal, que não tem como dar uma previsão de quando será possível retomar as promoções.
ALIQUOTAS DE PREVIDÊNCIA - Que a posição do governo é clara quanto a isso e já discutida, que o sistema progressivo é o justo e defendido para o estado e que irá fazer o possível para mantê-lo como está.
MUDANÇAS NA CARREIRA - Sobre mudança de níveis de Soldado e antecipação do ingresso com nível superior, que este assunto já foi debatido no ano passado e não há disposição do governo para fazer mudanças em legislação recentemente aprovada.
Em síntese, novamente recebemos tratamento insensível do atual governo (mais do mesmo), governo este que é INTRANSIGENTE e trata com DESDÉM os servidores públicos, desconsidera totalmente a função diferenciada dos militares estaduais, estes que por muitas vezes acabam por usar o IPE-Saúde justamente para tratar doenças e acidentes provenientes da própria atividade militar, seja no Policiamento Ostensivo ou nas atividades de Bombeiro.
Não é crível que um governo se faça do árduo trabalho dos agentes de segurança pública, em especial dos militares estaduais, para fazer campanhas midiáticas - NOVAS FAÇANHAS - para “vender” para a população gaúcha a ideia de Segurança Pública plena.
Tiago Rommel,
Presidente da ASPRA-RS
Créditos imagens:
A declaração de Utilidade Pública é o registro viabilizado pelo Poder Público, concedido a entidades, fundações e associações civis como forma de reconhecê-las em caráter de instituições sem fins lucrativos e prestadoras de serviços à sociedade.
DIA A DIA
Denúncias de cobranças indevidas por consultas via IPE Saúde, pacientes relatam que foram cobrados por cirurgias que deveriam ser cobertas pelo plano de saúde dos servidores do Rio Grande do Sul.
DENÚNCIA